Ejaculação precoce: De acordo com estudos feitos por Kinsey 75% dos homens ejaculam após dois minutos de penetração.

Uau! É um número alarmante?

Sim e não.

Sim porque dentro da mesma pesquisa Kinsey constatou que as mulheres levam entre 10 a 20 min para atingirem o ápice do prazer enquanto penetradas. Portanto se o sexo for “apenas a penetração”, em 75% das relações heterossexuais a mulher não chegaria ao orgasmo.

Não porque essa é a manifestação clara do fator biológico de manutenção da espécie. Quanto mais rápido o homem ejacula, em tese, mais rápido ele “garante” a reprodução da espécie.

O fato é que a maioria das relações sexuais do ser humano moderno não estão em busca da reprodução da espécie, mas em busca de prazer, intimidade, conexão… Ou seja, não faz sentido simplesmente aceitarmos que isso é normal e pronto.

É preciso evoluir. E a evolução envolve uma nova forma de encarar o sexo e a sexualidade.

É preciso trabalhar com a noção de que sexo não é apenas penetração. Sexo envolve conexão, sintonia, troca, entrega, prazer. E sexualidade vai muito além do sexo. Envolve relacionamento, equilíbrio entre gêneros, respeito.

O que é ejaculação precoce?

Vamos usar o conceito de Masters e Johnson sobre o que é a ejaculação precoce. Para Masters e Johnson, o ejaculador precoce é aquele que, na maioria das relações, ejacula antes da parceira chegar ao orgasmo. Esse é um conceito que traz a noção de respeito e igualdade entre os sexos e passa a levar em consideração um ponto que normalmente é negligenciado: o orgasmo feminino.

Por isso toda a expansão e evolução do sexo precisa passar pelo desenvolvimento do orgasmo feminino. A ejaculação precoce passa então a ser vista de uma maneira mais ampla, que não diz respeito somente ao homem, mas que envolve a forma como o casal se relaciona.

Envolve o respeito e a cumplicidade desse casal. E sobretudo deixa de ser analisada somente no contexto da penetração.

E quando saímos do paradigma de que sexo é apenas penetração, abrem-se milhares de possibilidades sexuais, de expansão do prazer. O potencial orgástico sai da exclusividade genital e se expande. E isso vale tanto para o homem quanto para a mulher.

E é aqui que entra o Tantra. O chamado “sexo tântrico” nada mais é do que a expansão do sexo para muito além da penetração. A descoberta e a exploração de milhares de possibilidades de conexão e interação. Da descoberta de potenciais adormecidos e negligenciados pela cultura imediatista e primitiva.

A visão tântrica do sexo

Dentro da visão tântrica do sexo e em cursos práticos sbre “sexo tântrico”, massagem tântrica e tantra para casais, as técnicas que envolvem a penetração fazem parte de algo como 5% dos conteúdos. Noventa e cinco por cento de tudo que acontece ali, acontece antes da penetração.

Muitas vezes orgasmos múltiplos, sequenciados e poderosíssimos acontecem sem sequer haver a penetração. Tanto para os homens quanto para as mulheres.

Por que curar somente a ejaculação precoce usando remédios, pomadas e afins quando você pode ir muito além? Quando pode ter uma visão ampliada da forma como se relaciona, da forma como sente prazer e da forma como proporciona prazer.

Pode aprender novas formas de equilibrar suas relações e ir fundo em relações mais verdadeiras, profundas, amorosas e de quebra vivenciar orgasmos como nunca antes sentiu?

Leia também: Como a massagem tântrica pode curar suas relações

Se você gostaria de conhecer mais e iniciar-se nas práticas tântricas, conheça o nosso workshop gratuito sobre sexualidade tântrica. Nele você poderá conhecer técnicas básicas para iniciar hoje mesmo seu desenvolvimento nessa filosofia que pode revolucionar sua vida sexual.

 

 

 

 

 

 

 

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