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Escravidão Espiritual


O que é escravidão espiritual?

Escravidão espiritual: Você já sentiu uma sensação de estar acorrentado a um ambiente “espiritual”? Já sentiu culpa simplesmente por ser você mesma? A sensação de que não tem mais ideias próprias e que tudo que vive deve passar pelo crivo da aprovação de alguém? Já teve a sensação de estar pisando em ovos, porque qualquer uma de suas atitudes pode ser considerada “pecado”?

É como se algo bloqueasse sua luz interior, não te deixasse brilhar, nem manifestar  sua essência e sua pureza.

Muitas pessoas em estado de fragilidade acabam por buscar ajuda em ambientes espirituais.

Esses ambientes tem uma função social muito importante, mas é preciso estar consciente e alerta para não acabar entrando em uma escravidão espiritual.

A minha busca a “mestres”

Desde meus 20 anos saio atrás de mestres que possam me dar respostas às minhas dúvidas
cotidianas, aos meus dilemas internos que tento resolver sempre baseada no amor e no respeito. Fazem 12 anos que busco respostas as minhas instabilidades emocionais, ao meu temperamento instável, aos meus ganhos financeiros, a complexidade do universo.

A primeira pessoa que considerei um mestre em minha vida me ensinou yoga. Yoga é uma técnica corporal incrível
que nos deixa com uma saúde física impecável, mas psicologicamente eu ainda precisava de alguns ajustes.
O Yoga é rígido, é disciplinado. Você precisa ter consistência na prática. Quando as tais “vontades” aparecem
você precisa ser forte o suficiente para dizer “não”. No Yoga você não deve fumar, beber nem comer carnes. Sexo
pode ser feito, mas pouco. Você deve ter uma conduta impecável.

Quando conheci o Tantra vi a possibilidade de lidar com a imperfeição. De simplesmente ser. De ter um lugar seguro para jogar todas as frustrações (durante as meditações ativas) e conseguir ser uma pessoa melhor durante as relações interpessoais. O mestre que descobri nessa área tinha muitas imperfeições. Era uma pessoa autoritária, intempestiva e amedrontadora, não parecia nada evoluído, a não ser pelos ganhos financeiros e não praticava as meditações que ensinava.

Busquei respostas em ambientes que comungam a ayahuasca e também lidei com a ignorância, com o egocentrismo… E quando minha crença em mestres já estava abalada, vi mestres que já haviam me sido recomendados por entes queridos começarem a ser denunciados por crimes bizarros de estupros e abusos.

Será que os mestres têm uma conduta imaculada?

Reprimir vontades pode ser muito perigoso. Mas esse tal mestre não te conta dessas tais vontades.
Ele se mostra como um ser perfeito e iluminado e você faz o impossível para seguir o exemplo dele.
Depois de muito tempo seguindo meu mestre de yoga descobri suas falhas: seus 10 casamentos, seus 3 filhos abandonados, e muitas outras…
Sua saúde na terceira idade também não parecia das melhores. Será que eu queria mesmo seguir esse exemplo de pessoa?

Houveram outros mestres cuja a reputação nunca era imaculada. Mestres que forçavam seus alunos a extremos, chegando a machuca-los seriamente, mestres que abusavam da fé cega de alguns seguidores, se envolvendo sexualmente, mestres que deixaram seus egos inflarem diante de pessoas que necessitavam de acolhimento.

Seres mais evoluídos, segundo quem?

Todas essas evidências foram me colocando em estado de alerta com essas pessoas que se consideravam acima da humanidade, que se consideram seres iluminados. Cada pessoa que eu escuto, absorta por uma crença, uma ideia ou fala de um mestre que nos coloca regras, que nos impõe condutas, eu fico com o pé atrás. Eu consegui perceber que todos somos humanos. Todos nós cometemos erros e ninguém melhor do que os erros para nos ensinar.

Mestres podem ser úteis em certas alturas da nossa vida, mas só nós mesmos podemos criar nossa verdade, nossos valores… Quando um “mestre” te diz que alguma atitude é errada, que se você quiser ser livre, próspero e puro você deve seguir o caminho dele, ele está criando uma dependência. Ele quer te escravizar. Ele te diz que só com a ajuda dele você poderá se salvar.

Podemos ver a quantidade de igrejas evangélicas por todo o Brasil. As pessoas confiam cegamente que o pastor fala em nome de Deus. Começam a achar que a salvação está na igreja, doam o que podem e o que não podem em nome  de Deus e da igreja. As vezes essa igreja tem um papel importante na recuperação de uma pessoa, mas a partir daí ela pode e deve caminhar por si só.

Como ser mestre de si mesmo?

Você já tentou ouvir sua consciência hoje? Já tentou ouvir seu próprio corpo, seus sentimentos?
Que tal se nós pudéssemos escutar a nós mesmos antes de alguém que está fora do problema e valorizássemos nossa própria posição?

A escravidão espiritual é mais comum do que pensamos. Por que ela acontece de forma subliminar. Ela faz você acreditar mais no outro do que em si mesmo.

Olhe mais pra dentro e acredite em você.

“O Tantra confia no seu corpo. O Tantra confia nos seus sentidos. O Tantra confia na sua energia. O Tantra confia em você – totalmente. O Tantra não nega nada, mas transforma tudo. ”

Hoje, mais do que nunca, temos acesso a informação. Podemos achar todo tipo de curso e informação pela internet. Podemos nos aprimorar, nos lapidar, no conforto da nossa casa, do nosso jeito, sendo livres para juntar as informações que queremos e filtrar apenas aquilo que nos faz bem. Podemos, como nunca antes, sermos mestres de nós mesmos.




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