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Compreendendo a Tenda Vermelha


Tenda Vermelha

é a tenda do período de menstruação. Tendas do antigo testamento, em que as tribos viviam. Período em que as mulheres se recolhem e nesse lugar sagrado. Se encontram para compartilharem seus segredos femininos e reafirmarem esse poder. Durante cerca de quatro dias por mês, dias de seu sangue, ocorre o encontro sagrado. Mulheres conectadas com as fases da lua, com seus sentimentos, com a natureza. Mulheres que andam juntas, menstruam juntas.

Diz-se que essa tradição é muito antiga, dos tempos bíblicos e até anterior. Esse costume foi relatado no livro A Tenda vermelha de Anita Diamant. Esse mesmo livro também virou série no Netflix.

No livro, Anita dá voz as mulheres bíblicas. A bíblia, sempre antes contada pelo ponto de vista masculino, agora tem uma passagem relatada pelo ponto de vista feminino. O que deixa tudo muito mais interessante…rs

No livro e na série O ancião da tribo em questão, Jacó, destrói a tradição das mulheres de se encontrarem na tenda vermelha durante a “lunação”, a menstruação, onde realizam seus rituais. Rituais importantíssimos para o empoderamento feminino que foram apagados pelos dogmas de religiões monoteístas e patriarcais.

O sangue possui força tremenda como componente mágico.

Na antiguidade, as mulheres eram temidas durante seu período menstrual. O poder do sangue, e em particular do sangue menstrual, é o culpado por este medo.

Por que não gostamos de menstruar?

Já se perguntou por que hoje em dia nossa relação com a menstruação é de nojo, desconforto, dores? Por que em algumas religiões somos consideradas impuras nesse período? Por que somos desvalorizadas justamente pelo nosso maior dom?

Criam perfumes para camuflar nosso cheiro, nos ensinam que aquilo é um atraso, criam anticoncepcionais que evitam que essa fase aconteça…

Nada disso é por acaso. Essa cultura patriarcal e repressora começou por algum motivo. Esse motivo foi o medo.

Medo do feminino, medo do poder que as mulheres têm.

A menstruação já foi considerada um símbolo de poder.

Sacerdotisas de diversos povos acreditavam que misturar uma gota de sangue menstrual a uma dose de vinho todos que o bebessem se encontrariam na próxima vida.

Em rituais funerários era comum passar sangue menstrual no cadáver, o que representava “unir” o útero da mãe ao útero da “mãe terra”.

Ainda hoje, muitos povos usam o sangue menstrual em rituais sagrados. O sangue também é utilizado por meio de uma prática ancestral.

Algumas mulheres se abaixam e deixam que seu sangue escorra no solo como um método para nutrir a terra, passando vitaminas, minerais e outros benefícios que adubam a terra.

As índias, usam o sangue para pintar o corpo, durante um ritual indígena. Acreditam que assim conseguem passar ensinamentos para toda a tribo. O sangue também é utilizado para o estudo da saúde e da energia do sagrado feminino.

Como fazer o ritual contemporâneo?

Para fazer este ritual, você precisa coletar seu sangue menstrual, através de copos coletores ou através de bioabsorventes.

Os coletores são colocados na parte interna do canal vaginal. São práticos e eficientes; É importante que esse sangue seja diluído na água antes de ser oferecido à Terra.

Os bioabsorvente são feitos de algodão, como os antigos paninhos de nossas avós; é só deixá-los de molho por alguma horas na água, sem nenhum produto químico e utilizar esta água com o sangue para o ritual(depois de coletado o seu sangue você poderá lavá-lo da forma que preferir).

Você pode jogar seu sangue em um jardim, direto na terra ou em um vasinho de planta em seu apartamento. Você pode inclusive escolher alguma planta específica que tenha um significado especial para você, como roseiras, sálvia, artemísia; lembrando que este é o melhor biofertilizante que existe! Suas plantas irão agradecer!

A ideia é que você faça tudo isso em forma de um simbólico ritual.

Tome um tempo para observar tudo o que você viveu neste último ciclo, desde o início da última menstruação- e entregue seu sangue para a Terra deixando ir junto a ele tudo aquilo que você não mais necessita- medos, rancores, padrões limitantes, memórias de dor, abusos, violência, desequilíbrios físicos, emoções estagnadas, ideias negativas a respeito do seu feminino… permitindo que Pachamama a tudo transmute.

Não existem regras de como fazê-lo; ative sua intuição, crie seu espaço sagrado, entre em seu silêncio e em sua intenção mais profunda e sincera; deixando ir tudo aquilo que ainda lhe aprisiona e não te permite ser a versão mais íntegra e pura de si mesma!

Tem um curso online que ensina algumas práticas ritualísticas ancestrais. Dá uma olhadinha aqui: https://tantrayogalab.com/curso/pompoarismo-feminino/

Deixo o trailer da série no Netflix e o pdf do livro.


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