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Orgasmo feminino: porque ele não vem?


Orgasmo feminino: como despertar seu potencial orgástico adormecido?

Muitas mulheres vêm o orgasmo como algo inatingível. Vivem um drama emocional por não conseguirem chegar lá e imaginam que o orgasmo é um estado nunca alcançado, mas que muitas pessoas dizem experimentar. Como se fosse uma lenda. Elas se perguntam: Será que isso é o orgasmo? Será essa sensaçãozinha insignificante? Muitas dúvidas passam na cabeça da mulher que não têm orgasmos.

Principais causas

Entre as principais causas da falta de orgasmo feminino encontram-se:

-Homem ejacula rápido demais e não dá o tempo suficiente para a mulher atingir o clímax de prazer

-Falta de compreensão de um ou ambos os parceiros de como funciona o órgão sexual feminino

-Má comunicação sobre o sexo(falar sobre que tipo de estimulação uma pessoa gosta)

-Problemas no relacionamento como conflitos ou falta de confiança

-Ansiedade sobre o desempenho sexual

-Medo de relaxar, entregar-se e sair do controle

-Uma memória física ou emocional traumática (por exemplo um abuso sexual)

-Distúrbios psicológicos com depressão

-Danos físicos na medula espinhal, alterações nos órgãos genitais, esclerose múltipla ou diabetes

A maioria das causas é psico-emocional e não física

A séculos a sexualidade feminina é envolvida por uma névoa moral proibitiva, que culpabiliza o prazer e o autoconhecimento relacionado a própria sexualidade.
Então, não é a toa que, em pleno século XXI, 50% das mulheres brasileiras relatam não se masturbarem e 40% relatam não conseguirem atingir o orgasmo.

Mas quando não há nenhum dano físico significativo em enervações relacionadas ao orgasmo, a falta de orgasmos está relacionada, em sua esmagadora maioria, a causas psico-emocionais. Isso quer dizer que o orgasmo feminino muitas vezes não acontece por questões psico-emocionais.

É como se houvesse um auto-boicote inconsciente do nosso próprio prazer.

Mas de onde vem essas causas?

Existe um sininho de alerta dentro de nós mulheres quando começamos a sentir prazer. Esse sininho, normalmente, é um alerta, um aviso, uma repressão vinda de uma voz interna e que não nos dá a permissão de sentir prazer. É uma voz que boicota a experiência sensorial. Uma voz que nos tira do campo das sensações e nos leva para o campo mental, dos julgamentos e classificações. Então é aí que acontece um boicote generalizado dos orgasmos femininos.

Após todo o tipo de elucubrações mentais, o sentimento que normalmente fica em casos como esse é a culpa ou o medo.

Mas culpa do que? Por que ela influencia no orgasmo feminino?

As vezes a culpa é por sentir-se “suja”, sentir-se “impura”, sentir-se “puta”. Afinal de contas não é “direito” uma mulher entregar-se ao prazer. “O que pensaria mamãe se me visse aqui gozando e gemendo desse jeito?” É quase aterrorizante imaginar um cenário desses.
Mas não se engane. Pois essa culpa vem sendo construída desde gerações muito anteriores a da sua mãe. Ela vem de alguns séculos e tem raízes muito profundas no nosso inconsciente.

Muitas mulheres morreram na fogueira lutando contra essa construção. Muitas mulheres foram violentadas, agredidas, julgadas e criminalizadas por defenderem o direito a igualdade e a liberdade.

Medo do que?

As vezes é o medo de ser livre. É muito comum o medo das emoções tomarem conta em um momento de clímax de prazer. Uma angustiante sensação de tentar manter o controle.

Afinal de contas o que acontecerá se eu me entregar totalmente e deixar todo esse fluxo energético vir a tona? O que meu parceiro pensará de mim? O que será revelado caso eu deixe tudo isso explodir?

O medo da perda de controle muitas vezes está associado a falta de confiança no parceiro ou parceira. É como se fosse algo íntimo demais para ser compartilhado. Pois pode ser que meu verdadeiro eu se revele e a pessoa que está junto comigo pode não gostar do que vai ver.

Mas como livrar-se disso?

Felizmente vivemos uma era em que temos forças para libertarmo-nos dessas construções retrógradas, proibitivas e boicotadoras. Hoje o mundo não é perfeito mas é um pouco mais justo, mais livre e com muito conhecimento disponível.

É possível um resgate a nossa feminilidade sagrada de forma sadia e curativa. Não há milagre. Mas um trabalho constante de reafirmação, de auto-merecimento e amor próprio pode transformar nossa sexualidade. Por isso é preciso dar mais valor a si mesma, honrar o próprio corpo. Honrar a própria sexualidade.

É preciso reconectar-nos como nossa yoni e admirar a sacralidade que há em nossos genitais.
Para quem não sabe, yoni, em sânscrito(língua oriental milenar) significa o portal da vida. É um novo-velho conceito para a vagina. Um novo mindset para a sexualidade.

A vagina deixa de ser algo sujo, impróprio, feio, para torna-se algo sagrado, um portal por onde nasce a vida.
Então é preciso reforçar esse conceito.

Alguns exercícios simples e poderosos:

Olhe-se mais no espelho, conheça melhor sua vagina, ame-a. Diga a ela coisinhas gentis enquanto a olha: “Eu te amo,minha linda! Eu te aceito. Você é linda, gostosa…Fonte de poder!”

Separe um tempo para conhecer melhor seus mecanismos de prazer: toque com amor sua yoni, sinta-a parte por parte, em um processo quase meditativo. Conheça as sensações do toque nos lábios, do toque no clitóris, do toque nos anéis vaginais…enfim, explore-se e aprenda seus próprios mecanismos para depois poder transmitir esse conhecimento ao seu parceiro ou parceira.

Um novo e lindo relacionamento consigo mesma nascerá. Aos poucos o merecimento em relação ao prazer e o amor próprio tomarão o lugar da culpa e do medo. Então, quem sabe, os orgasmos não passem a ser uma realidade mais presente na sua vida?

Leia também: Como a massagem tântrica pode curar seus relacionamentos

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