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O que é tantra?


 

Filosofia aborda uma nova sexualidade e uma nova humanidade

O Tantra é uma filosofia comportamental de mais de 5000 anos. Floresceu em uma sociedade localizada onde hoje estão Paquistão e Índia. Essa filosofia explica como o homem relaciona-se consigo mesmo, com os outros seres humanos, com os animais e com a natureza. Uma relação que está baseada na sensorialidade (através dos sentidos).

Como resultado dessa relação, aparece o culto à deusa-mãe. A mulher tem conotações especiais, pois consegue perpetuar a vida. Mas, não só isso, a mulher também é vista como uma fonte inesgotável de sensorialidade. É adorada como a expressão máxima, a expressão mais sofisticada da natureza. É a razão das esculturas femininas aparecem em quantidade muito superior às esculturas masculinas. O Tantra é desrepressor, é matriarcal. Usa a energia sexual de forma madura, consciente, com objetivos espirituais e sagrados.

Hoje, em uma sociedade ainda regida por muitos valores masculinos como a competição, o poder, a dominação, a guerra e a repressão religiosa é difícil viver de forma tântrica. É preciso readequar o Tantra para a sociedade atual. Não adianta simplesmente reproduzir os mesmo comportamentos e práticas. Estamos passando por mudanças importantes e a tendência é uma maior abertura e o ressurgimento de valores femininos e tântricos. Mas, a mudança anda junto com a evolução da humanidade e não acontece da noite para o dia.

Como nasceu o Neo-Tantra

Uma linha que surgiu em meados do século XX, e que ficou muito famosa no ocidente, baseada no tantrismo Hindu, foi o chamado Neo-Tantra. Essa vertente teve como principal referência e mestre dessa linhagem: Osho, que viveu até o final dos anos 80 e sabia da necessidade de adequar o tantra original à sociedade atual. Criou vários meditações ativas para o homem ocidental e centenas de seus discursos foram publicados como livros.
Dos livros, aquele que sintetiza mais completamente os ensinamentos tântricos é “O Livro dos Segredos” em que comenta uma escritura sagrada tântrica chamada Vigyan Bhairav Tantra. Nesta obra, aborda os 112 sutras (técnicas tântricas) para se chegar a iluminação.

Osho tem forte influência no ocidente e, em suas comunas, a sexualidade era tratada de forma livre, sem fronteiras. Apesar de, entre as 112 técnicas tântricas do Vigyan Bhairav Tantra, apenas sete serem de cunho sexual, seus discípulos eram conhecidos pela liberdade sexual e muitos leigos acabaram associando o tantra a uma sexualidade libertina.

O estigma sobre o termo

Essa associação gerou um estigma sobre a palavra Tantra e hoje em dia muitas pessoas confundem o Tantra com libertinagem. Tratam-o de forma leviana e o usam para justificar suas compulsões sexuais ou atitudes em desacordo com sua ética. O que muitos dos que cometem esses erros não compreendem é que Osho propunha uma abordagem quase celibatária. Contudo, nessa abordagem, a energia vital ou sexual deveria ser usada de forma espontânea, desprendida e natural. Sem bloqueios, de forma totalmente entregue.

“O sexo é a energia mais vital – a única energia, eu digo, que você tem.
Não lute com ela; será uma perda de via e tempo – ao invés disso, transforme-a.
O sexo desaparece somente quando você o aceita totalmente – não suprimido, mas transformando.” Osho

A abordagem de Osho adaptou muitos dos conceitos tântricos antigos para o nosso dia-dia ocidental, nos trouxe muitas novas formas de lidar com a energia sexual e com a sexualidade de uma maneira madura e consciente. Trouxe a sacralidade de volta para o ato sexual. Trouxe, também, a transformação do ato meramente sexual em um ato de amor. Um ato feito com respeito, com profundidade, com cuidado e, ainda, com honestidade.

Como iniciar-se no tantrismo

Apesar de não tratar exclusivamente sobre sexo, a abordagem tântrica, inevitavelmente, faz uso da energia sexual para alcançar altos patamares de consciência. Para isso, é necessário experimentar, vivenciar e amadurecer a sexualidade humana com a prática. É preciso aceitar o sexo para depois podermos nos desapegar dele.

A repressão e a culpa relacionados ao sexo aumentam a tensão sexual e alimentam compulsões e perversões. A energia sexual é também a nossa energia vital e pode ser usada em todo o seu potencial para realizar sonhos, criar e construir a nossa obra prima no planeta. Mas enquanto as pessoas viverem e sofrerem de uma “fome sexual” elas continuarão apegadas ao sexo, desperdiçando sua energia vital e experimentando uma sexualidade pobre e sem sentido.

Para quem gostaria de conhecer esse universo, um caminho é participar de trabalhos de meditações ativas tântricas ou buscar um centro terapêutico que usa o Tantra como base. Pois o tantra é experimental. Ou seja, deve ser compreendido através da experiência prática tântrica.

Existem muitos trabalhos e terapeutas sérios e éticos, mas também existem muitas pessoas travestidas de terapeutas, que usam a palavra Tantra para satisfazer as próprias necessidades sexuais e apenas alimentar o prazer sexual em si mesmo e no outro.

O Tantra vai muito além do ato sexual e pode dar início a um belo desenvolvimento pessoal.  Pois traz uma nova forma de encarar a própria sexualidade, libertando-se da culpa, dos medos e iniciando um belo processo de desenvolvimento emocional e espiritual.

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